Banco do Brasil chama atenção à questão da água na Conferencia Ethos 2015

Durante a Conferência Ethos 2015, que acontece entre os dias 22 e 23 de setembro, um debate chamou atenção por tratar do tema da água no Brasil. As questões hídricas já são uma preocupação de boa parte da população, principalmente após a crise sofrida pela região Sudeste no último ano. E pensando em soluções para a conservação dos rios brasileiros e, consequentemente, para o abastecimento dos reservatórios e garantia da segurança hídrica da população, há 5 anos, o Banco do Brasil se juntou ao WWF-Brasil, à Fundação Banco do Brasil e à Agência Nacional da Águas, (ANA) e idealizou o Água Brasil, um Programa que desenvolve projetos socioambientais em sete bacias hidrográficas e cinco cidades ao redor do País.

O principal objetivo do Programa é criar soluções para aumentar a quantidade e qualidade da água no País, além de chamar atenção à importância de atividades que impactam diretamente os recursos hídricos, como agricultura e pecuária, no meio rural, e o tratamento de resíduos sólidos no meio urbano. Isso acontece por meio de Unidades Demonstrativas implementadas em cada uma das localidades onde o Água Brasil atua, que funcionam como projetos piloto de boas práticas sustentáveis e que ajudam a transformar o modo de produção da população local.

Além disso, o Banco do Brasil, que detém mais de 80% do financiamento da agricultura nacional, preocupado com as questões ambientais, criou uma série de indicadores para avaliar os riscos socioambientais de um negócio na concessão do crédito, dentre eles, programas de responsabilidade com a água, com o solo e com o plantio. “Ao se conceder financiamentos, toda a outorga da água é observada. Trabalhamos para que o nosso processo de crédito seja cada vez mais criterioso com o uso da água e com a responsabilidade social”, comentou Wagner de Siqueira Pinto, gerente executivo da Unidade Negócios Sociais e Desenvolvimento Sustentável do Banco do Brasil.

Com ações para aumentar a produção, a captação e o melhor uso da água em diferentes regiões do país, o Programa já consegue medir alguns resultados importantes nas sete bacias hidrográficas e cinco cidades que trabalha. Durante o debate, Mauro Armelim, superintendente de conservação do WWF-Brasil, falou sobre um resultado expressivo desse trabalho. “Somente na bacia de Pipiripau, localizada no Distrito Federal e responsável pelo abastecimento de cerca de 200 mil pessoas, foi possível aumentar a vazão de água em 37 litros de água por segundo na região”, contou o executivo.

O problema da água é bastante complexo e para resolve-los são necessárias soluções com o mesmo grau de complexidade. Devanir Garcia dos Santos, coordenador de Implementação de Projetos Indutores da Agência Nacional de Águas, falou sobre isso no debate. “Existem duas formas de melhorar a distribuição da água. A mais comum é a gestão da demanda, ou seja, usar na quantidade necessária e reduzir o consumo. E existe a gestão da oferta, que é o principal foco do Água Brasil, ou seja, trabalhar junto aos produtores rurais para conservar o solo e a água, para que, por exemplo, a maior parcela da água de chuva possa ser utilizada para os devidos fins”, afirmou o coordenador.

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