Falta interesse governamental para que todas as pessoas tenham água

O 1 de novembro de 2008, a portuguesa Catarina de Albuquerque inaugurou o cargo de “Relatora especial de Nações Unidas sobre o direito humano à água potável e ao saneamento”. Agora, em 2014, cede o cargo ao brasileiro Leio Heller para se converter em vice-presidenta da Sanitation and water for all (SWA).

Em 2010, conseguiu que se marcasse um dantes e um depois quando a Resolução 64/292 da Assembléia Geral da ONU reconheceu explicitamente o direito humano ao água e ao saneamento.

Em suas declarações, transmite com a atitude profissional crítica que lhe caracterizou em sua etapa de relatora, que fica muito por fazer.

“Os objetivos do desenvolvimento dão uma imagem da realidade melhor do que realmente é” quando se fala de água apesar de que a ONU assegura que se conseguiu a meta de acesso faz quatro anos, a portuguesa, analisa que o organismo não dispõe de capacidade para poder o medir.

A ONU inventou um novo indicador chamado “água melhorada”. Esta nova maneira de medir dá por suposto que se tem acesso à água melhorada, está é de qualidade, o qual, não sempre é verdade. Pondo um exemplo, se mede-se o acesso ao água de um grifo ou poço protegido, não se tem nenhuma garantia de qualidade.

Fazendo um balanço de seu trabalho realizado os últimos seis anos, a portuguesa considera que seu trabalho era frustrante mas também estimulante. Opina que parte do problema é uma questão de vontade política “as soluções técnicas já se têm, só falta aplicar. O problema é que em muitos países há grande falta de interesse e de atenção por parte dos governos para que todas as pessoas disponham de água”.

Catarina tem transmitido que não deixa solucionado o mundo, por isso, Leio Heller vai ter ainda muito trabalho por fazer, lhe desejamos muita sorte!!!!.

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