Quatro capitais do Brasil têm água encanada em 100%

Entre todas as capitais do Brasil, somente Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre e Florianópolis têm acesso universalizado à água, segundo Ranking do Saneamento Básico elaborado pelo Instituto Trata Brasil. O documento foi feito com base no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), de 2013.

Florianópolis tinha 100% de atendimento em 2009, índice que caiu para 98,11% em 2010 e voltou para universalidade no ano seguinte – percentual que se manteve inalterado pelos anos posteriores. Curitiba atendia 99,35% em 2009, no ano seguinte atingiu 100% e o manteve até 2013.

Entre as quatro piores colocadas estão Porto Velho, que atende apenas 30,77% da população, Macapá (38,82) e Rio Branco (48,97%). No quesito evolução, a pior colocada do ranking é a capital de Rondônia, que em 2009 atendia 61,14% da população e em 2013, apenas 30,77%, queda de 50% no atendimento.

De acordo com o levantamento, a média de atendimento de água nos 100 maiores municípios brasileiros foi de 91,42%, índice superior a média brasileira total (inclui todas as cidades) que é de 82,5%. “O acesso à água potável é o indicador que mais avançou historicamente no Brasil, desde os anos 1970. Isso possibilitou a criação de empresas estaduais de saneamento e ajudou a controlar diversas doenças”, diz Carlos.

No entanto, a preocupação, diz o presidente do Instituto Trata Brasil, deve ser também com o tratamento de esgoto. “A maioria das cidades tem bom serviço de atendimento de água e de coleta de esgoto, mas não tem tratamento. Ao longo dos anos, a preocupação foi levar água potável e afastar o esgoto das casas. Mas esse esgoto foi jogado nos rios e mares sem tratamento”.

Entre as capitais, o relatório aponta que apenas Belo Horizonte coleta todo o esgoto e que produz – o índice de tratamento dos dejetos da cidade mineira é de 67,4%. Além de Belo Horizonte, apenas cinco das 27 capitais têm índices de coleta de esgoto acima de 80% – Curitiba (99,07%), São Paulo (96,13), Porto Alegre (89,4%), Rio de Janeiro (80,95%) e Brasília (82,73%).

As piores colocadas neste ranking são Porto Velho, que recolhe apenas 2,72% do esgoto produzido, Macapá (5,95%) e Belém (7,09%). Essas cidades também têm os piores índices de tratamento de esgoto entre as capitais. De acordo com o levantamento, Porto Velho despeja sem nenhum tratamento todo o esgoto que produz. Já Belém e Macapá tratam apenas 1,87% e 5,95% dos dejetos produzidos, respectivamente.

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